Colunista: José Antonio Degrazia
Jornalista

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AS METAS FISCAIS

 

   Depois de marchas e contramarchas em jogada ensaiada das mais antigas e conhecidas, no início da noite de terça-feira, 15 de agosto, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles e do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciaram que as metas fiscais de 2017 e 2018 serão ampliadas para um déficit de R$ 159 bilhões, conforme defendido pela equipe econômica do atual Governo.

   Simplificando o palavreado, ou trocando em miúdos como se costuma dizer, o rombo nas contas públicas foi aumentado consideravelmente. Tentando “dourar a pílula indigesta”. Meirelles disse que o rápido processo de desaceleração da inflação é um dos principais fatores que levaram à revisão das metas fiscais. – A desaceleração da inflação é boa notícia para o país e para atividade no futuro, mas tem efeito importante agora, que é exatamente uma mudança na expectativa de arrecadação – disse Meirelles, explicando que, quando a inflação fica menor os preços da economia como um todo avançam menos, afetando o ritmo de arrecadação de tributos.

Uma explicação técnica, difícil de ser entendida por nós leigos, mas contestada por alguns renomados economistas.

   Antes disso e por conta do rombo nas finanças, o governo de Michel Temer já vinha efetuando cortes nas verbas destinadas a diversos órgãos públicos, afetando setores importantes como a segurança, a saúde, a educação e outros. Agora, os cortes que são pomposamente chamados de “medidas emergenciais”, serão mais profundos nessas áreas e ampliados para outros setores, também. Momentaneamente impossibilitado de elevar os impostos, pela resistência dos parlamentares que visam às eleições do ano que vem e estão assustados com a reação popular, o Governo reduz ainda mais os já péssimos serviços prestados à população brasileira.

   Porém, a anunciada elevação das metas fiscais, ainda depende da aprovação do Congresso. Pois o fundo partidário de 3 bilhões e 600 milhões de reais está praticamente aprovado e será sancionado pelo presidente da República. A Operação Lava Jato, com dezenas de parlamentares denunciados, já está sendo devidamente “abafada” e assim, na base do toma lá dá cá, lá no centro do Poder, a conta vai sendo transferida, como sempre, para os cidadãos deste País. – Convém que os eleitores estejam atentos para a conversa dos “salvadores da pátria”, que já andam revoando por aí.

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