Colunista: Homero Hugo Roxo Goulart
Farmacêutico Especialista em Análises Clínicas e Bioquímica de Alimentos, pela UFRGS Chefe do Setor de Quimioterapia do Hospital Militar de Área de Porto Alegre/RS MBA Auditoria em Saúde FATEC/FACINTER

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Zika Virus

Nosso país está diante de uma situação muito grave para sociedade como um todo. Trata-se de mais uma doença gravíssima transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O Zika vírus, introduzido recentemente no país por ocasião da Copa do Mundo de 2014, está disseminado por todo o território brasileiro. O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores (mosquito). As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada, pois é da competência da mesma a fiscalização e controle da doença!

A doença na sua fase aguda é muito semelhante à infecção pelo vírus da Dengue, com manchas na pele que causam coceira, febre baixa, conjuntivite (sem presença de secreção nos olhos), dores nas articulações e nos músculos e cefaleia (dor de cabeça). Em suma, vem sendo considerada uma doença benigna, na qual nenhuma morte foi relatada com os sinais e sintomas durando, em geral, de 3 a 7 dias. Infelizmente esta infecção se mostra muito mais grave do que se poderia imaginar. Não existe tratamento específico. O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. Não há vacina contra o Zika vírus. O Brasil é um dos primeiros países a notificar grande número de casos e o Nordeste brasileiro tem registrado a partir de outubro de 2015 um aumento sem precedentes no nascimento de crianças com microcefalia - uma condição gravíssima com sequelas no desenvolvimento neuropsicomotor dos bebês afetados. Para piorar a situação, a infecção aguda pelo Zika vírus só é sintomática em 20% dos casos, 80% são assintomáticos e passam despercebidos, mas não estão isentos das graves sequelas nos bebês. Para se ter uma ideia, a média de bebês que nasciam em Pernambuco com esta condição era de 7 a 10 por ano. Em 2015, sobretudo a partir de outubro, já se contabilizam 268 casos.

Deve-se alertar todas as mulheres grávidas para que se protejam de todas as formas de mosquitos, com uso de telas protetoras, roupas compridas e uso de repelentes, que seus médicos saberão indicar os mais adequados para grávidas. Neste momento, o Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. TODO cidadão deve verificar sua residência em busca de focos do mosquito. Água parada é sinônimo de multiplicação do mosquito e de disseminação dos vírus da Dengue, Chikungunya e Zika. TODO cidadão deve verificar sua residência em busca de focos do mosquito. Se a Dengue e a Chikungunya já eram motivos suficientes para cada um olhar sua casa, agora o Zika se tornou uma emergência de saúde pública! Não julgue que sua casa não tem foco se você ainda não verificou! Faça HOJE MESMO ESTA CHECAGEM e mantenha a vigilância pelo menos 1 vez por semana! Peça a parentes, amigos e vizinhos fazerem o mesmo!

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