Colunista: Homero Hugo Roxo Goulart
Farmacêutico Especialista em Análises Clínicas e Bioquímica de Alimentos, pela UFRGS Chefe do Setor de Quimioterapia do Hospital Militar de Área de Porto Alegre/RS MBA Auditoria em Saúde FATEC/FACINTER

cadastre-se ou faça login para utilizar os novos recursos do portal.

O Gato e a Toxoplasmose

 Sabemos que a Toxoplasmose é uma infecção parasitária causada por um protozoário, o Toxoplama gondii. Trata-se de uma doença cercada de mitos quanto a sua infecção, principalmente em relação a participação dos gatos. O ciclo do protozoário Toxoplama gondii tem que passar pelo gato, mas o animal leva uma culpa maior do que merece. O que acontece na prática é que há mais chances de se contrair a doença tomando água contaminada, comendo carne vermelha crua, salada e usando utensílios contaminados. É importante ressaltar que o simples contato com o animal infectado, com seu pelo ou até mesmo com suas fezes “frescas” não são suficientes para contrair a doença. Apenas 1% da população felina participa da disseminação da toxoplasmose. Eles contraem o parasita quando caçam e se alimentam de outros animais infectados, como ratos, pássaros e lagartixas. Se isso acontece, durante um curto período de tempo os “ovos” da toxoplasmose (chamados de oocistos) serão expelidos junto com as fezes do gato. Mesmo assim, esses oocistos só podem infectar uma pessoa ou outro animal se eles estiverem “esporulados”, ou seja, ficarem expostos a temperaturas acima de 36ºC por mais de dois dias. E o mais importante: os oocistos precisam ser ingeridos. Por isso, a probabilidade de se contrair toxoplasmose é maior comendo carne mal cozida do que tendo um gato em casa. Além disso, podemos nos contaminar por ingestão acidental, se as mãos não forem bem lavadas após o manejo de carne crua; por utilização de utensílios mal lavados que tiveram contato com carne crua e contaminada; por manipulação em terra contaminada e não lavar as mãos (caso haja fezes de gato no local); por ingestão de água sem tratamento, contaminada pelo parasita ou ingestão acidental, ao entrar em contato com as fezes de um gato infectado pela toxoplasmose. O número de casos de toxoplasmose caiu expressivamente nos últimos 30 anos, diminuindo o risco de contágio. Passamos a comer mais carne congelada e o congelamento mata o cisto do toxoplasma. A água também é muito mais tratada do que antigamente, e o último fator, é que a maioria dos gatos hoje, são alimentados com ração. Se eles não saem para caçar não adquirem a doença e, consequentemente, não transmitem para as pessoas. Os gatos em casa não apresentam perigo, basta tomar cuidado com a higiene e a alimentação. O mais importante é informar-se antes de qualquer decisão precipitada, não há motivo para abandonar ou doar o seu gato. Uma boa higiene é a melhor medida para prevenir a toxoplasmose: você estará protegendo não apenas a vida de sua família, mas também a de seus animais de estimação. Este texto teve a colaboração da Dra. Nessana Barassuol de Castro, da Companhia dos Bichos. ABANDONO DOS GATOS NÃO É A SOLUÇÃO! INFORME-SE ANTES DO DESCARTE DO SEU GATO!!!

Publicidade

© 2018 - FlashSB - Levando São Borja para o mundo!
João Manoel, 2600 - Centro - São Borja / RS
Telefones: (55) 3431- 3960 / (55) 9 9962-1270
Desenvolvido por Index1