Colunista: Homero Hugo Roxo Goulart
Farmacêutico Especialista em Análises Clínicas e Bioquímica de Alimentos, pela UFRGS Chefe do Setor de Quimioterapia do Hospital Militar de Área de Porto Alegre/RS MBA Auditoria em Saúde FATEC/FACINTER

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EBOLA: MITOS E VERDADES

O surto do ebola já matou mais de 4.500 pessoas, a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa, e países do Ocidente ampliam medidas para tentar conter a disseminação do vírus.Autoridades sugerem que as pessoas evitem o contato com pacientes contaminados, já que o vírus se espalha por fluidos corporais. Além disso, profissionais da saúde devem usar equipamentos de proteção e qualquer equipamento médico deve ser descontaminado.Apesar de uma campanha de conscientização, há mitos sobre a disseminação da doença.O vírus se propaga pelo ar, pela água e é contraído através do contato com quem está contaminado. Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. O vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onde a densidade demográfica é mais alta, dificultando o controle da doença!Uma pessoa só pode transmitir a doença se o vírus estiver em seu sangue e secreções.Se um homem tem ebola, o vírus pode estar presente nos seus fluidos corporais, incluindo o sêmen.Estudos sugerem que mesmo oindivíduo curado do ebola terá partículas virais no seu sangue por até 03 meses, portanto este indivíduodeve abster-se de relações sexuais ou usar preservativos durante esse período. Em caso de óbito a OMS recomenda o enterro imediato e o uso de luvas e roupas de proteção para o indivíduo que manipula o corpo. A morte por ebola ocorre por hemorragias graves e falência dos órgãos.Até o momento não há cura para o ebola, mas vacinas estão sendo testadas. Segundo a OMS recomenda-se lavar as mãos com água e sabão, com frequência, especialmente se você estiver perto de um paciente com o ebola.No Brasil,a instituição preparada para determinar se o paciente tem mesmo ebola é o Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará.Se houver demanda, o laboratório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, também poderá fazer as análises. No Rio Grande do Sul, o hospital de referência, em caso de surto de ebola é o Hospital Nossa Senhora Conceição, que se localiza na Av. Francisco Trein, 596 Bairro Cristo Redentor Porto Alegre/RS, segundo o Ministério da Saúde.O número de mortos pela epidemia de ebola chegou a 4.555, segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No total, foram registrados 9.216 casos da doença em sete países. Os países mais afetados são Guiné, Libéria e Serra Leoa, na África Ocidentalforam 9.191 casos e 4.546 mortes.A OMS confirmou que as duas principais vacinas candidatas já estão passando por testes clínicos com humanos, e disse que outras cinco vacinas experimentais também estão sendo desenvolvidas e serão testadas clinicamente no próximo ano. O surto de ebola pode chegar a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Atualmente, não existe vacina e nem cura para a doença.

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