Colunista: Ricardo Fitz
 Ricardo Fitz Pereira: Psicólogo Clínico

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"Minhas cerejas estão pela neve"

 "Minhas cerejas estão pela neve"


Qual foi o dia, do teu simulacro

que correndo, nunca evitei de pular em tuas silhuetas

qual delas? todas! Tua única vontade quando livre está

a nua floresta de neve a revelar

lá estava ela, astuta raposinha

minha alegria, brincava de um lado para o outro

escondia de mim suas patinhas

e quando nada se via,

só restavam famintas risadinhas.

Sei que caça sozinha, distraída

quando aqui estão minhas vermelhas cerejinhas

jogadas perfuravam o véu, marcando

o que sou e o que caço, amor

e você o sabor carne de um traidor,

envergonhado de matar, atrevido caçador

só quer ganhar, a frutinha que viu aflorar.

Então um dia, minha alegria sumiu, descalço

no anseio cavei o gelo, salvando ambos

do seio de Skadi, retirei uma forma delicada

harmonia de flocos e pele, lutavam

desse encontro um líquido, extraía

a verdade crua que o brilho dizia,

ela, a rapozinha  agora sumira.

Ah Mulher! diga onde escondeu minha alegria?

Vestida de branco, levantou-se

respondeu ao meu pranto,

resfriando o que ainda seria encanto:

será que encontrou outras cerejas

ou você, nunca achou outro amor

e ver-te vencer a neve

que nos aprisionava

Vertendo calor nosso único guia

Inspire firme, durante a vertigem que passa

do crepúsculo ao matinal

do desejo infernal à confissão animal

Transformada agora estou!

assim com beijo congelou

aquele momento que lá

para sempre ficou


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