Colunista: Nadine Conrad Dubal
Formada em Direito. Pós-Graduada em Ciências Sociais. Ex-vereadora de São Borja, Diretora da Secretaria Estadual de Justiça e Desenvolvimento Social do RS. Ainda, Secretaria Municipal da Saúde em São Luiz Gonzaga. Atualmente, atua como empresária no município de Ijui e também junto a Comissão Jovem da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos. Casada, tem dois filhos: Nelson, 8 anos e Mahara, 4 anos.

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A EDUCAÇAO QUE VEM DOS AVÓS

Desde pequena meus pais me ensinaram que eu devia chamar os mais velhos de Sr. ou Senhora, Tio ou Tia, nunca pelo primeiro nome. Se referir ou chamar a pessoa pelo primeiro nome seria grande falta de educação.

Levantar “da mesa” ao término das refeições, só depois de todos terminarem ou pedir licença e se retirar sem muito alarde. Usar as palavras mágicas, com licença, por favor, obrigada, bom dia, boa tarde..... traduziam, e, traduzem até hoje,  a educação e eram regras. Trago de berço esses ensinamentos, até porque, entendo que se meus pais me ensinaram é porque aprenderam com  meus avós.

Tomar chimarrão na roda de adultos não era permitido. Participar das conversas de adultos, menos ainda. Criança tinha seu lugar, brincando com crianças. Até hoje ao perceber alguém mais velho(a) que eu, ofereço minha poltrona, minha cadeira, meu banco.

Hoje tenho dois filhos.   À eles, repasso o que os avós deles me ensinaram.  Educação gera educação. Gentileza gera gentileza.

Palavras expressam delicadeza e educação na forma que tratamos os outros. Na contramão, há outras que demonstram falta de consideração e desrespeito. É de extrema importância que as palavras mágicas façam parte da nossa rotina de convivência, desde pequenos, pois através delas podemos nos colocar como pessoas educadas.

Quando pequenos aprendemos que para conviver em grupo nem sempre as coisas irão acontecer conforme nossas pretensões. Aos poucos, no relacionamento com nossa família, vamos descobrindo que algumas atitudes não são bem aceitas pelas pessoas e criamos as primeiras regras de convivência

Atualmente, no dia-a-dia, a falta de tempo, o tempo reduzido em família, falta de lazer, o estresse das pessoas, notamos em muitas situações, a perda da gentileza ao próximo. Inclusive com crianças em fase escolar. Nota-se, o afastamento de pessoas, a rispidez no tratamento, o desdém, a desvalorização, a falta do uso das palavras mágicas.

Penso, que essas atitudes devem ser observadas, avaliadas e corrigidas. Antes de tratar uma pessoa de qualquer jeito é bom se colocar no lugar dela, tentar perceber aquilo que gosta e o que não gosta ou como será sua reação ao ouvir o que você quer dizer, pois cada ser humano  tem suas peculiaridades, sua forma de ser e agir. Pensar no outro é uma forma de ser educado.

A autora, Sue Fox, falando sobre a importância de sempre agir de modo educado, escreveu: “Nunca devemos nos dar ao luxo de tirar férias das boas maneiras. Elas funcionam em todo lugar e em qualquer situação.”

Bondade, respeito, paciência, aproximam pesssoas e  diminuem, muitas vezes, problemas de relacionamento.  Mas o contrário também é verdade. A falta de educação gera conflitos, ressentimentos e tristezas.

Portanto, valorizar e ensinar a importância das boas maneiras aos filhos, não pode ser algo dificil. Deve ser algo prazeroso e basta dar o bom exemplo. Dos avós, dos pais, vem o ensinamento, mas o resultado é colhido individualmente. Filhos gentis, bem-educados e íntegros nos dão alegrias, são amigos, provavelmente serão bons empregados, bons profissionais e bons colegas de trabalho, pessoas de bem.

Boas maneiras fazem diferença! Há carência no mundo moderno. Que lembremos dos avós, dos pais e possamos construir com os exemplos e com nossos filhos um mundo mais generoso e educado.

 

 

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