Colunista: Maíra Lima Barroso
Maíra Lima Barroso Psicóloga CRP:07/12859 Especialista em Psicoterapia de criança, adolescente e adulto. Telefones (51) 981-888-999 e (55)997-177-312

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ADOLESCÊNCIA: QUEM EU SOU? SEREI ACEITO?

 A adolescência é caracterizada por intensas mudanças de humor e crescimento em dois aspectos: físico e emocional. Muitas vezes podem parecer a cada dia uma nova pessoa, tendo muito pouco em comum, com o adolescente que estava ali no dia anterior. Isto se deve ao fato de estarem em construção diariamente. Sendo que do ponto de vista emocional é uma etapa cheia de desafios. Pois, estão em busca de uma nova identidade, e certamente neste caminho encontram muitas contradições e confusões. Os jovens desta fase passam por alguns lutos. São eles: luto pelos pais da infância; luto pela identidade infantil e luto pelo corpo perdido. Por isso, estão constantemente buscando uma nova maneira de ser, de se comportar e de se apresentar ao mundo. É uma fase cheia de desvios, com oscilações acentuadas que variam desde sentimentos infantis até os de um adulto. Mas também não se encontram em nenhuma destas fases. “Quem eu sou?” As incertezas estão a cerca do que querem ser e como vão ser. “Serei aceito?” Momento em que existem muitas mágoas, decepções e competições. Geralmente os maiores dramas desenrolam-se em torno da família. Devido ao afastamento em busca da sua personalidade. Nesta fase ainda incluem os anos crucias que vem pela frente referindo aos estudos. Mudanças importantes na maneira de pensar e de aprender começam a se desenvolver. Muitos fatores vão influenciar, tais como:  os valores, interesses e motivação do próprio adolescente;  sua capacidade acadêmica e o tipo de trabalho que ele deseja ter mais tarde;  as expectativas e a situação financeira dos pais;  os valores do grupo de amigos do adolescente;  influencia dos professores e da escola; e, acima de tudo a cabeça do adolescente neste determinado momento. É muito importante que os adolescentes possam ter amizades e atividades fora do circulo familiar. Mas a família sempre será a base. O jovem desta faixa etária tem uma necessidade de dividir suas emoções, anseios e sentimentos contraditórios com o grupo de amigos, ou um amigo (a) em especial. Por sua vez o corpo está em plena transformação. E as duvidas são as mais diversas, como: ele é normal? Ele é tipicamente feminino ou masculino? É gordo ou magro demais? É atraente? Está se desenvolvendo normalmente? Como ele é, em comparação com os outros? Algumas situações acabam abalando ou interrompendo este desabrochar para o mundo, como:  uso frequente e pesado de drogas  gravidez indesejada  colocar-se em risco constantemente, quase como uma autodestruição. Às vezes pode ser uma tentativa de fugir do vazio desta fase, dos sentimentos de tristeza mais constantes. Por isso, menciono a importância de poderem contar sempre com os pais e eles estarem sempre disponíveis, para um diálogo aberto. Por mais que seja a fase dos “melhores amigos”, muitas vezes eles não poderão ajudar, por não terem maturidade e por pensarem da mesma forma.

 

Maíra Lima Barroso

Psicóloga CRP:07/12859

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