Colunista: Lisiani Guimarães Scalco
Advogada - OAB / RS 45.069 lisianiscalco@hotmail.com 55 4301665

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Pedofilia: Internet para crianças e adolescentes, um bem ou um mal?

 

                                                 * Lisiani Scalco

 

 

Atualmente discute-se muito sobre os eventuais benefícios ou malefícios às crianças e adolescentes decorrentes do uso da Internet. A preocupação justifica-se pelo número crescente de acesso destes à rede mundial de computadores. Embora não se tenham dados estatísticos precisos sobre o acesso desta camada da população brasileira, acredita-se que eles sejam responsáveis pela maioria dos acessos à rede mundial de computadores. Dados recentes demonstram que mais de 20 milhões de pessoas acessam diariamente a Internet com os mais variados interesses e necessidades, uma vez que ela acabou se tornando a intermediária de relações pessoais e comerciais.

 

Quando a Internet é utilizada para obter-se informação com vistas à pesquisa, estudos, conversas entre amigos, notadamente, concluir-se-ia que ela é um bem. Todavia, teríamos que indagar sobre a fonte de informação e com quem se relacionam esses seres em formação. Seria esta fonte segura? Seria esta fonte capaz de prover informações confiáveis para contribuir com o processo educacional? Seriam esses relacionamentos estabelecidos com pessoas confiáveis?

 

É Cediço que nos sites de relacionamento, os conteúdos são criados pelas próprias pessoas que se comunicam. Como crianças e adolescentes são partícipes de um diálogo comum é porque ali convergem suas necessidades e interesses. Mas, se estiverem ali pessoas adultas induzindo crianças e adolescentes a praticarem ações que as possam violentar, moral ou fisicamente, nada será detectado até que se consume o mal intentado, colocando-as como vítimas de pessoas inescrupulosas, as pedófilas.

 

A pedofilia uma parafilia na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida primariamente para crianças pré-púberes ou ao redor da puberdade. A pedofilia, por sí só, não é um crime, mas sim, um estado psicológico, e um desvio sexual. A pessoa pedófila passa a cometer um crime quando, baseado em seus desejos sexuais, comete atos criminosos como abusar sexualmente de crianças ou divulgar ou produzir pornografia infantil.

 

Tendo como principal meio de divulgação a Internet, a pedofilia movimenta milhões de dólares por ano e expõe milhares de crianças indefesas a abusos que nem mesmo adultos suportariam. Para se ter uma idéia, hoje, existe Clubes de Pedofilia! Esses “Clubes” servem para “associar” pedófilos pelo mundo; onde estes podem adquirir Fotos ou Vídeos contendo Pornografia Infantil ou, pior, “contratar” serviços de Exploradores Sexuais, fazer Turismo sexual ou mesmo efetivar o Tráfico de menores e aliciá-los para práticas de abusos sexuais. E, pasmem, este circo de horrores é responsável pelo desaparecimento de incontáveis crianças pelo mundo inteiro.

 

Na verdade, a Internet pode representar tanto um bem como também um mal. Existe um ditado popular que diz que a dose é a distância que separa o remédio do veneno. Esta analogia também é cabível para a Internet, especialmente em relação às crianças e aos adolescentes, onde a dose do uso da Internet deverá ser prescrita e ministrada por pais, responsáveis e educadores

 

São eles quem têm o dever moral de se colocarem próximo a esses jovens a fim de estabelecer limites e disciplina por meio do diálogo franco,demonstrando as razões de suas preocupações com as potencialidades da Internet, preservando-os assim de riscos imensuráveis.

 

Acesse http://www.censura.com.br/, saiba mais sobre o tema e participe da Campanha Nacional de Combate a Pedofilia na Internet.

 

                  

*Advogada Especialista em Direito Público Municipal

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