Colunista: Rodrigo Bauer
Poeta e Compositor

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A LUA NA PAMPA

 

A lua na pampa desata o seu manto

e as luzes e formas aos poucos revela...

Despida de nuvens, projeta os encantos

ao campo que dorme sonhando com ela!

 

A lua na pampa se deita estendida,

e paira desnuda, sem sestro ou recato!

Percorre as coxilhas e assim, atrevida,

desenha mistérios nas sombras dos matos...

 

Acende as aguadas, arroios e sangas,

ninando os rodeios num raro mister...

Seus beijos exalam o olor das pitangas

da lua que sabe ser mãe e mulher!

 

A lua na pampa pranteia as garoas

que açoitam o inverno nas noites geladas...

Seu pranto é tão triste que desacorçoa

e às vezes congela virando geada!

 

Derrama seus fachos de luz nas estradas

guiando os andejos, insones, sem lar...

A todos empresta essa chama invernada

tal fosse um eterno candeeiro lunar!

 

São duas mulheres: a lua e a pampa...

Enfeitam a noite de quem é sozinho!

Gaúchas de fibra, perenes na estampa,

cantando o silêncio que habita os caminhos!

 

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